19/03/2014

Bye bye, Petit!


Primeiramente gostaria de dizer que escrevo esse post com um pouco de medo. Faz pouco mais de dois anos que eu criei o blog, e apesar de muitos poderem dizer que não conquistei muito nesse tempo em termos de seguidores, parcerias e afins, eu digo que conquistei muito. Conquistei amizades, leitores fiéis, experiência, maturidade e até um tanto de autoconfiança.

Mas já faz algum tempo que sinto que a coisa não estava indo para frente, que por vezes parecia ter um peso amarrado por aqui. Vários pesos, na verdade. A blogosfera é um lugar maravilhoso, mas tem seus pontos obscuros como qualquer outro.

Eu nunca fui fã de rótulos, e acredito que já deixei essa opinião bem clara aqui várias vezes. O que eu sinto na blogosfera literária -há um certo tempo- é que quase todo mundo está comprando essa ideia, que somos seres limitados e incapazes de outra forma.

Honestamente me pergunto se as pessoas se limitam por serem limitadas ou por medo de não o serem, por medo de não conseguirem existir sem estar rotulados e agrupados com seus semelhantes. Como animais que andam em bando para se protegerem, estamos todos seguros na panelinha. E isso me entristece, ver todas essas pessoas, que experimentam tantas coisas diferentes através de tantos livros, com medo de sair da mesmice. E pior, querendo arrastar todo mundo nessa.

E isso é a ponta do iceberg. Não vou me aprofundar, não vou citar nomes, não vou me estender mais ainda nesse por que, apenas digo que se alguém espera estar seguro na panelinha, durma com um olho aberto.

Tendo dito tudo isso, vou direto ao verdadeiro assunto deste post: Estamos de mudança.

E essa é a razão do meu medo. Mudar assusta, e muito!
Mas, como já disse, esse rótulo literário já não me satisfaz. Ler ainda é uma grande parte de mim, ainda será um dos focos principais, mas já não será mais o único. Eu, Gabi, ser humano e não mercadoria de prateleira, cresço, me expando e me renovo, e nada mais justo do que o blog, que também é uma enorme parte de mim, faça o mesmo. Quero menos limites, mais assuntos e mais oportunidades de explorar.

Por essa razão, hoje, com um aperto no coração, eu me despeço dessa fase maravilhosa que foi o Book Petit. Apesar do tamanho ainda ser diminuto, eu cresci demais com o blog e está na hora de ambos passarem por essa transformação.

A partir de hoje, eu estarei escrevendo o It Random na plataforma wordpress. Ainda estou me adaptando, o layout não está pronto como eu gostaria, as páginas e links ainda estão uma bagunça só, mas mudanças nunca são eventos calmos e certos. Ainda mais considerando que sou eu, A Enrolada, que estou administrando tudo.

O blog irá continuar no ar por um tempo, mas não será mais atualizado aqui. A maioria dos posts migrou para o wordpress, como obviamente as resenhase o My Top 5, mas estamos fazendo uma limpa em algumas coisas. As redes sociais também irão mudar, então não estranhem. Como já mencionei, continuarei falando sobre livros, mas também quero ampliar para mangás, animes, games, filmes e séries. Uma miscelânea só, e completamente a minha cara.

Tenho certeza de que isso não vai agradar a todos os leitores atuais do blog, e por isso eu sinto muito. Nosso blogroll vai continuar ali do lado com vários blogs exclusivamente literários ótimos que vocês podem conferir.

A quem quiser embarcar nessa nova jornada com a gente, bem vindo a bordo e nos vemos do outro lado.


06/03/2014

O futuro do blog


Hey, peeps!

O blog anda parado e apesar de toda a revolução que tem acontecido nos bastidores, acho que é válido deixar uma explicação aqui logo.

Não pretendo parar com o blog, Deus sabe o quanto eu amo isso aqui, mas como já comentei antes, o rótulo literário já não me satisfaz. Não pretendo tirar esse foco nunca, mas acho que já é tempo dos livros dividirem o holofote com outras coisas que também significam muito pra mim. Não é justo que eu como pessoa seja tão mais ampla e o blog continue tão limitado, chega ser até cansativo - pra não dizer hipócrita.

Por tanto, provavelmente continuarei ausente essa semana, mas voltarei no máximo até dia 15. Aviso que também estaremos mudando de nome e de plataforma -migraremos para o wordpress. Espero conseguir organizar tudo e montar o layout até lá, mas se esse não for o caso, estaremos com um layout provisório e vamos que vamos.

Todos os posts e cometários migrarão também, então não se acanhem e continuem dando essas opiniões maravilhosas. Farei alarde quando estiver tudo pronto, até lá!

beijitos


25/02/2014

Mangás: você já leu?


Quem não amava Sailor Moon?
Hey, peeps!

No ritmo da minha suprema resolução de que as coisas vão mudar por aqui, vou começar a falar de uma das minhas paixões (nada) secretas: mangás.

O que são?

Eu não posso falar nada sobre pessoas viverem em cavernas, até por que só fui descobrir a existência do tal Flappy Bird depois de ele já ter até saído do ar, mas duvido que exista uma alma sequer que não tenha ido à banca de jornais e se deparado com esses quadrinhos singulares em algum momento da vida.

Mangá é denominação usada para quadrinhos de origem japonesa, sendo normalmente impressos em papel jornal e em preto e branco. Muitas vezes os capítulos são lançados em revistas no Japão e só depois lançam uma compilação na forma que encontramos na banca.

Caso você esteja curioso, a pessoa que cria/escreve um mangá é chamada de mangaká.

O mangá tem uma forma bem diferente de leitura que confunde muita gente no começo. Eles devem ser lidos "de trás para frente", começando do que seria a última página e as falas/quadros devem ser lidos da direita para a esquerda.

Imagem ilustrativa muitíssimo útil retirada do google:


Pode parecer estranho no começo, mas você logo acaba pegando o jeito. Mangás também possuem vários gêneros diferentes - e essa é a parte que geralmente confunde meu cérebro. Entre eles:

  • Shoujo: voltados para o público feminino jovem;
  • Shounen: voltados para o público masculino jovem;
  • Seinen: voltados para homens adultos;
  • Josei: voltados para mulheres adultas;
  • Kodomo: voltados para o público infantil;
  • Hentai: animes pornográficos;
  • Yaoi: retrata a homossexualidade masculina;
  • Yuri: retrata a homossexualidade feminina.


E por aí vai. Esses são os gêneros mais populares, e normalmente você encontra vários elementos misturados em um mangá de um gênero - como na literatura. Entendeu por que eu não acompanho?

De toda forma, tudo é conhecimento adquirido. Conforme você vai lendo e se identificando, você vai aprendendo mais sobre os gêneros e explorando coisas novas.

Com qual devo começar?

Aí é com você. Admito que sou do gênero preguiçoso e 90% das vezes eu acabo lendo um mangá por conta do anime (material para outro post), e acredito que esse seja um ótimo meio de começar. Fuçar é outra ótima técnica para descobrir coisas que te agradam, não só nesse caso.

Agora vou fazer outra confissão muito feia aos olhos do meio literário, e ainda vou recomendar: Ler online.

Não tem como fazer diferente, e vou explicar por que:
1. Como eu disse, antes de sair a compilação de banca bonitinha os capítulos são lançados periodicamente em algum outro lugar.
  1.1 Demora pra caramba pra sair tudo junto
  1.2 Demora mais ainda pra sair por aqui se você for ler em português

2. São pouquíssimos títulos que chegam ao Brasil através de editoras como a Panini e a JBC. E chegam caros.

3. Você vai morrer seco de curiosidade.

Existem n sites dedicados a traduzir e trazer os capítulos de uma infinidade (sem eufemismos) de mangás toda semana. Você tem uma gama de títulos para testar e provar antes de desembolsar uma grana para comprar os volumes - por que algumas séries são realmente longas. Sem contar que, já que a distribuição no Brasil é muito pequena, você passa aquele perrengue tentando encontrar algum número específico (vide Gabi e sua eterna sina com o primeiro volume de Card Captor Sakura -capa antiga).

Então, sem nenhuma vergonha e falso moralismo, eu recomendo que você leia online antes de debandar a comprar títulos aleatoriamente. E, caso você realmente se apaixone sem estribeiras por algum, deixe para colecionar aqueles que você mais gostar e queira ter a versão física em casa - para amar, cuidar e esfregar na cara dos coleguinhas que também curtem.

E onde ler?

Para ler em português: MangásProject

Para ler em inglês: Mangapanda
(obrigado, Demétrio)

Ok, caí de amores! Onde eu compro a versão física?

Depende, já foi publicado no Brasil? Se já eu recomendo a Comix. É uma das maiores e mais famosas lojas de quadrinhos do Brasil, entregam para todo o canto e já me fizeram feliz uma boa quantidade de vezes.

Se ainda não foi publicado por aqui, eu recomendo uma olhada no Book Depository (meu eterno amor) para quem quer ler em inglês. Mas há sempre as opções Amazon e E-bay para o inglês e outras línguas.

Recomendo muitíssimo dar uma olhada também nesses posts do Jbox e do Chuva de Nanquim sobre compras de mangá. Apesar de serem um tanto antiguinhos (2011) eles me ajudaram muito quando comecei.

Observações finais

O post está ficando enorme, eu sei, mas não posso me despedir sem esclarecer uma coisa. Tem muita gente que acha que anime/mangá é coisa de criancinha, ledo engano. Como eu já mencionei, existe uma diversidade de gêneros que tratam dos mais variados temas: perdas, guerras, política e até outros temas mais pesados. Julgar uma coisa baseada numa concepção irreal e infundada, e ainda debochar/atacar outras pessoas por isso, é uma atitude irracional e digna de pessoas de mente limitada. E isso vale pra qualquer coisa.

Espero que esse post beeem raso tenha servido ao menos para despertar o interesse daqueles que desconheciam esse tipo de leitura e/ou para dar aquele pontapé inicial para as pessoas que sempre tiveram vontade/curiosidade de ler.

Boas leituras!


24/02/2014

Tags, Rótulos e Imagens



No ano passado eu também escrevi um texto falando mais ou menos do assunto, sobre como estamos sempre nos forçando em rótulos e esteriótipos dentro da comunidade leitora, mas esse é um tema pra o qual eu vivo voltando de tempos em tempos, especialmente aqui no blog.

Por meio desta, eu confesso: Ocasionalmente eu cometo a heresia de não querer ler.

Mas como assim, Gabriela?
É isso mesmo, eu canso, encho o saco, enjoo, jogo pro alto e não quero nem saber. Troco o livro até pelo Candy Crush ou pelo Flappy Bird. Mas, como eu disse, isso é uma heresia aos olhos da sociedade. Por que eu não posso ter mais de um hobbie, fazer mais de uma coisa, ter mais de um vício, me dedicar de corpo e alma à mais do que uma paixão. Não.

Por que eu sou uma leitora, ora essa. Eu tenho um blog literário e é disso que eu preciso entender, viver e respirar. Não apenas isso me é imposto, como eu também me cobro por isso. Eu me sinto mal quando não leio, me sinto mal quando não quero ler, mas quando isso se tornou uma obrigação? Quando assinei um contrato em sangue de que eu seria fiel apenas à facção de leitores e nada mais?

E não sou apenas eu, mas sempre vejo posts de outros blogueiros sentindo o mesmo. 'Virou obrigação', 'Não tenho mais prazer'. Por que? É a constante pressão de ler sempre os lançamentos mais atuais, ter n seguidores, n editoras parceiras, ler n livros por ano... é a eterna sina da humanidade de comparações e padrões inalcançáveis. Fulano lê x livros por ano, tem x editoras parceiras, tem x comentários em todas as postagens... O que Fulano tem de diferente?

Bem, caro leitor, venho aqui para debater minhas parcas observações e hipóteses:
Primeiramente, não sabemos a vida off do Fulano. Vai ver fulano é daqueles que só se permitem gostar de uma coisa, vai ver ele sucumbiu às pressões da sociedade, aceitou o fardo de seu rótulo e abriu mão de todas as outras coisas que ele gostava de fazer. Vai ver Fulano não é tão feliz quanto aparenta, ou é. Acredito que existem pessoas que são felizes nesses rótulos, daqueles bem do tipo "você só é leitor se sua estante for maio que seu guarda-roupa". Nesse caso, eu tenho dó da mentalidade de gado do Fulano.

Mas também tem o Fulano que nasceu com o reto virado pra Lua, ou com a Lua dentro do reto em certos casos. Aquela pessoa que "deu sorte", vai saber Deus por que. Nesse caso, Fulano, deixo meu lado humano mais cru desejar que a Lua esteja te incomodando aí.

E qual a finalidade desse texto para um blog literário? Nenhuma.
Eu só cansei das panelinhas, cansei da lenga-lenga. Cansei de ser "politicamente correta", por que antes desse ser um blog literário, esse é meu blog. Cansei dos rótulos, das regras implícitas e auto impostas, da pressão, dos julgamentos... Cansei do 'padrão' que todos os blogs se impõe, baseados nos tais blogs famosos, para ter seguidores e parcerias e o que mais for.

Por que a grande verdade é que está quase todo mundo assim, cansado, abusado e exaurido seguindo o fluxo da manada. E eu estou cansada e revoltada e quero gritar aos quatro ventos, faça efeito ou não. E quero falar de mil e uma coisas que de literário não tem nada nesse "blog literário". E vou.

Confesso que enquanto escrevia esse post eu não tinha a menor intenção de nenhuma mudança radical, mas ela veio. Por que eu amo falar de livros, e isso eu sei que nunca vai mudar, mas isso já não me basta. Por que eu sou um ser humano, eu mudo, aprendo e busco me expandir sempre mais. Não é justo que essa parte tão grande de mim que é esse blog, não acompanhe.

Esperem mudanças, trancos, barrancos e a desorganização, que é tão tipicamente minha, da qual não me envergonho nem um pouco.


18/02/2014

A Maldição (Hex Hall #2) - Rachel Hawkins



Sophie Mercer achava que era uma bruxa. Essa foi a razão pela qual ela foi enviada para Hex Hall, uma escola para Prodígios inadimplentes (bruxas, metamorfos, e fadas). Mas isso foi antes de descobrir o segredo de família, e que sua paixão, Archer Cruz, é um agente do The Eye, um grupo com tendência a limpar os Prodígios da face da terra. Acontece que, Sophie é um demônio, um dos dois únicos no mundo, sendo o outro seu pai. O pior é que ela tem poderes que ameaçam a vida de todos que ela ama. Qual é precisamente porque Sophie decide que deve ir a Londres para retirá-los, um procedimento perigoso, que irá destruir seus poderes. Mas uma vez que Sophie chega, faz uma descoberta chocante. Seus novos amigos? Eles são demônios. Significada que alguém os está criando em segredo com planos assustadores para usar seus poderes, e provavelmente não para o bem. Enquanto isso, The Eye é colocado para caçar Sophie, e eles estão usando Archer para fazê- lo. Mas não é que ela tenha mais sentimentos por ele. Será que ela não tem?

Seu eu já desconfiava no primeiro, agora tenho certeza que Hex Hall entrou para a lista de queridinhos. Com uma história viciante, esse é o tipo de livro que você precisa terminar em um dia ou seu coração entra em combustão.


17/02/2014

My Top 5: Livros com protagonistas masculinos



(Aviso: Esse post pode oferecer overdose de coraçõezinhos)
E estou de volta com mais um top 5, dessa vez sobre nossos queridos protagonistas masculinos. Não sei vocês, mas um livro sempre ganha alguns pontos comigo por ser narrado por um garoto ao invés de uma garota. Acho que quebra um pouco a rotina, né? Sem contar que é bem menos mimimi. (depende)




Dezesseis Luas - Margaret Stohl e Kami Garcia: Eu adoro o Ethan ♥ Não apenas ele é um personagem forte e inteligente, como também é um amor de pessoa. Mesmo a Lena sendo bitch, e ele sendo um simples mortal, ele continuou lutando por ela. *nhown* (resenha)

Frente de Tempestade - Jim Butcher: Mais uma série ótima que a falecida editora deixou na mão. Harry é um bruxo -não diga- que oferece seus serviços para a sociedade como investigador paranormal, inclusive ajudando a polícia quando necessário. Inteligente, bem humorado e completamente sem jeito com as mulheres. Adoro ♥ (resenha)

Renascença - Oliver Bowden: Ezio arrancando suspiros da mulherada gamer desde sempre e agora veio arrancar suspiros das leitoras também. Um assassino charmoso e com sede de vingança. as mina pira (resenha)

Jogador nº1 - Ernest Cline: Wade não é exatamente o tipo de cara que arrancaria suspiros de uma garota logo de primeira, mas no decorrer do livro ele se mostra um rapaz fofo, atencioso, determinado e, claro, um gamer de carteirinha. (resenha)

O Ladrão de Raios - Rick Riordan: Percy, seu lindo! No primeiro livro nem tanto, mas conforme a série passa não tem como não se apegar ao jeito leal, corajoso e divertido de Percy. Especialmente no último livro ♥ (resenha)


E, obviamente, existe Miles de Looking for Alaska, mas se deixar eu arrumo um jeito de colocar ele em todos os top 5 do blog. Estou tentando me conter.

Quais são seus protagonistas masculinos preferidos, peeps?


12/02/2014

Na Minha Estante #26




Na minha Estante é onde nós compartilhamos o que anda nas nossas estantes ultimamente. Para participar é só deixar um post no modelo desse:




Na cabeceira: Desejos dos Mortos - Kimberly Derting
Dance of the Red Death - Bethany Griffin
No topo da pilha: Ciúmes - Lili St. Crow
Na prateleira mais recente: Eva - Anna Carey
Na prateleira de desejos: O Lado mais Sombrio - A.G. Howard

Amém para quem conseguiu terminar mais um período da faculdade! o/
Esse período não foi brincadeira, gente! As coisas apertaram feio e mal tive tempo de ler direito, que dirá postar. Mas finalmente acabou e agora é hora de falar de coisa boa: Livros!

Empaquei muito sério com Desejos dos Mortos, simplesmente não entrei no clima. DotRD é o último de uma duologia que eu gamei, mas confesso que até agora também não está láaa essas coisas. Estou querendo mesmo é largar tudo e continuar com Strange Angels, que eu finalmente consegui por as mãos. Eva eu estava animada, mas li algumas resenhas que destruíram rapidinho com as minhas expectativas. E, meu Deus, parece que a Novo Conceito arrematou todos os títulos que eu estava de olho lá no Goodreads há tempos! Só coisa boa ♥

E vocês, queridos, o que anda nas suas estantes?