Setembro é uma menina que sonha com aventuras. Quando é convidada por um Vento Verde e um Leopardo para ir ao Reino Encantado, é claro que aceita. (Você não aceitaria?) Mas o Reino Encantado está em tumulto, e vai levar uma menina de doze anos, um dragão que adora livros, e um menino estranho e quase humano chamado Sábado, a derrotar uma Marquesa malvada e restaurar a ordem.
A primeira coisa que se repara no livro é o tamanho do título. Em primeiro lugar, não sei o que me fez escolher esse livro; Talvez o sussurro de um certo Vento Verde cavalgando o Leopardo das Pequenas Brisas, ou quem sabe tenha sido soprado por um Draladoteca entendedor de livros, já que é uma palavra que começa com 'L'. Mas o que importa, é a leitura fascinante e encantadora que esperava por mim.
O livro passa uma sensação semelhante à 'Alice no País das Maravilhas', com seus personagens diferentes e lugares inusitados. Com ilustrações peculiares no início de cada capítulo, acompanhadas de pequenos "resumos" sobre o mesmo, somos transportados para um mundo diferente e... impossível de pôr em palavas de tão bizarramente bem construído e imaginado. Particularmente, o livro também me remeteu a animação 'A Viagem de Chihiro' por parte de alguns elementos, principalmente as ilustrações.
Conhecemos Setembro, uma criança que, como qualquer outra, sonha com aventuras e mundos mágicos que ela conheceu através de livros e histórias, e que não pensou duas vezes antes de pular na garupa do Vento Verde e partir rumo ao Reino Encantado. O barco citado demora um bom tempo para aparecer, o que me deixou meio em dúvida no início, mas fiquei tão
"Você não é a escolhida Setembro. O Reino Encantado não escolheu você, você mesma se escolheu."
Apesar de poder ser considerado um livro infantil, em nenhum momento eu senti isso no livro. Ele faz uso considerável de palavras complicadas e a trama não é, nem de longe, simples ou rasa. Os personagens são bem desenvolvidos e trabalhados, até mesmo os mais breves,
Há muitas criaturas diferentes e algumas peculiaridades chegaram a me fazer queimar alguns neurônios tentando entender mais ou menos como funcionavam. Como o "menino estranho e quase humano", Sábado, que na verdade é um Marid, uma espécie pra lá de complexa e fascinante.
Recomendo muito para quem gosta de literatura fantástica à lá Alice e para quem gosta de histórias
"As histórias tem o hábito de mudar de aspecto. São coisas descontroladas, indisciplinadas, dadas à delinquência e a arremessar borrachas."
Avaliação:
*exemplar recebido para resenha
Editora: LeYa Brasil
Páginas: 280
ISBN: 9788580443783
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